PGR pede informações ao Ministério da Saúde sobre risco de desabastecimento de oxigênio no MT

Mato Grosso é quarto Estado que notifica Procuradoria Geral da República sobre risco iminente de falta de oxigênio; Amapá, Acre e Roraima já se manifestaram sobre.

Mato Grosso é quarto Estado que notifica Procuradoria Geral da República sobre risco iminente de falta de oxigênio; Amapá, Acre e Roraima já se manifestaram sobre.

Por meio do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-19 (Giac), a Procuradoria-Geral da República solicitou nesta quarta-feira, 24, que o Ministério da Saúde prestasse informações sobre um pedido de apoio operacional feito pelo Estado do Mato Grosso na última segunda-feira, 22, para evitar o desabastecimento de oxigênio medicinal para pacientes da unidade federativa. No documento enviado à pasta da Saúde, a subprocuradora Célia Regina Souza Delgado destaca que a região do município de Sinop, com quase 150 mil habitantes, é uma das que está em maior risco de desabastecimento. A mudança de endereço de uma fabricante do material teria comprometido as entregas para dois distribuidores que abastecem mais de 50 municípios da região e dificultado a logística de entregas.

Boletins de saúde do Estado também foram anexados ao documento enviado à pasta federal mostrando que o aumento de casos aumentou em cinco vezes o consumo dos gases medicinais no Mato Grosso desde o dia 18 de março. O Estado tem 100% dos leitos de UTI da rede pública ocupados e já narrou fila de espera de pacientes em hospitais. Desde a criação do Giac, no fim de 2020, esse é o quarto ofício emitido pelo grupo ao Ministério da Saúde pedindo medidas urgentes para evitar o desabastecimento de oxigênio nos estados. Pedidos similares foram feitos em nome do Amapá, Acre e Roraima.

Fonte: Jovem Pan